Atualizado 18/07/2018

Juventude Rural e Sucessão familiar: o que leva o jovem a ficar no campo?

Evento promovido pela Epagri, Cooperalfa e Secretaria de Agricultura de Águas de Chapecó

Conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), entre os anos de 2000 e 2010 a taxa de permanência do jovem no campo aumentou significativamente, porém apenas 13% da população Brasil está no meio rural, e diversos fatores tem contribuído para esses dados, como as questões estruturais, os processos sucessórios que estão sendo mais negociados, entre outros. A sucessão familiar nos negócios tem sido um dos assuntos mais discutidos, há décadas, principalmente no meio rural, onde tem se sentido uma maior dificuldade nesta questão. Foi também este o motivou que levou o pesquisador Rodrigo Kummer, a estudar o assunto. 


No evento promovido pela Epagri, Cooperalfa e Secretaria de Agricultura de Águas de Chapecó, na última quinta-feira (12), Rodrigo abordou alguns aspectos não só que levam o jovem a sair do campo, mas também os que levam o jovem a ficar no campo.
Segundo ele, existem outros fatores tão importantes quanto a renda envolvendo esse processo. 

 

 

Atividade cooperativa

A família é o primeiro modelo cooperativo do mundo, por isso, "sendo a família uma cooperativa, todos participam, tudo precisa ficar claro e precisam saber o que está rendendo, ou precisa render, ou seja, lá na propriedade os filhos precisam saber quanto vale o trabalho deles, quanto eles rendem, quanto custam ou precisam render. Até por que trabalho diário no campo demanda muita dedicação, e é necessário que os envolvidos neste processo tenham muito claro o papel de cada um. Se as coisas vão bem TODOS usufruem, independentemente do gênero. 

 

 

A sucessão


Explicar a saída é um pouco mais tranquilo, mas o ficar tem a ver com muitas coisas que acontecem ao mesmo tempo: trabalho, lazer, educação, religiosidade, relações pessoais, etc.


Porém esse processo de sucessão familiar deve ser iniciado de forma participativa com todos os envolvidos com os pais ainda com sua capacidade física e intelectual completa, afim de dar mais transparência ao processo e garantir a possibilidade de escolha. "É preciso estar muito consciente do que será feito, porque envolve duas coisas fundamentais: a família com suas relações, e o patrimônio", salienta Kummer.

 

 

É preciso conversar
 

Fundamental para se obter sucesso na transição é o planejamento e o debate dentro da família, já que todos devem participar ativamente de todos os processos, sejam eles familiares, planejamento, lucratividade e tomada de decisões. 


Dessa forma, a tomada de decisões deve se dar de forma muito franca, "claro que uma família é um local onde tem várias questões e mágoas construídas. Mas para o processo ser efetivo é necessário que o diálogo ocorra. Os filhos e os pais precisam fortalecer esse diálogo de forma franca, se você consegue essa maturidade na relação a sucessão também será efetiva, o diálogo sem sombra de dúvidas é ponto chave para uma sucessão bem sucedida", finaliza Rodrigo.
 

Fonte: Simone dos Passos/ Rádio São Carlos
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