Atualizado 12/06/2018

Escolha certa: manutenção da equipe é chave para nova vitória em casa

Elicarlos, mantido no time mesmo após retorno de Amaral, é um dos principais responsáveis por triunfo verde e branco

(Foto: Sirli Freitas/Chapecoense)
(Foto: Sirli Freitas/Chapecoense)

A vitória sobre o Cruzeiro recolocou a Chapecoense no caminho do equilíbrio no Campeonato Brasileiro. Forte em casa, o time fez prevalecer o mando de campo para um novo resultado positivo diante de seu torcedor, que foi paciencioso ao aguardar a retomada da luz na Arena Condá - a queda de energia em uma das torres fez o início da partida atrasar 1h20.

 

O torcedor também foi paciencioso para ver o time apresentar um bom futebol. Foi apenas na reta final do segundo tempo que a Chapecoense conseguiu ter supremacia clara no jogo e converter em gols. A primeira boa chance do time aconteceu apenas aos 27 minutos do segundo tempo, quase concomitantemente à homenagem feita às 71 vítimas do acidente aéreo de novembro de 2016 - a primeira vez na noite que a torcida se dispôs a cantar e demonstrar apoio.

 

A melhora na etapa final tem motivo. Kleina fez as escolhas certas para melhorar o volume de jogo do time. Luiz Antonio dividiu a carga de criação com Canteros, deu liberdade ao argentino e foi o passo inicial para a construção da vitória. Bruno Silva veio em sequência e demorou apenas cinco minutos para fazer o gol. Promessa da base, é uma aposta de Gilson Kleina, e tem entrados nos últimos jogos da Chapecoense.

 

As substituições acertadas não significam que Kleina errou na escolha dos 11 titulares. Antes o contrário. O técnico mostrou convicção ao manter Apodi na equipe mesmo após a queda de produção e o erro no jogo contra o Vitória, que custou a derrota ao clube. Leandro Pereira voltou ao time, e Wellington Paulista foi encaixado em uma nova função, pelo lado. O capitão foi desenvolto e fundamental ao auxiliar a marcação pelo lado direito do campo.

 

Porém, a melhor decisão de Kleina foi a de manter Elicarlos no time titular mesmo com a liberação de Amaral. Preterido em outros momentos, como na final do Campeonato Catarinense, o volante virou opção frequente após o caso de doping de Moisés Ribeiro, mas a sua melhor chance entre os 11 veio com a saída de Amaral, que, preservado por conta de uma pancada na cabeça, ficou de fora em três jogos.

 

O camisa 86 teve bom desempenho em nas últimas três partidas. Tirá-lo do time contra o Cruzeiro seria minimamente injusto. A escolha criteriosa e justa rendeu ao time três pontos na tabela. Além de auxiliar na marcação e conter as investidas dos bons meias do clube mineiro, Elicarlos iniciou a jogada do primeiro gol do time, ao lançar Apodi, e na sequência marcou o segundo, decretando a vitória verde e branca. 

 

Fora do Z-4, a Chapecoense volta a campo na próxima quarta-feira, às 16h (de Brasília), contra o América-MG, em Belo Horizonte. É a última partida do time antes da parada para a Copa do Mundo.

Fonte: Globo Esporte
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